Ah, o amor!

A arte de amar: Será que o que você sente é mesmo amor?

Ah, o amor! Mas o que é o amor mesmo?

27/11/2019 16h08Atualizado há 1 semana
Por: Redação

Ah, o amor! Mas o que é o amor mesmo? Vejamos o que a Adriana responde:

Há um tempo, mais certo no ano de 1948, um psicólogo, estudante do comportamento humano, chamado Skinner, teve a ousadia fantástica de dizer que o “amor” não é um sentimento e que só é despertado e mantido por meio de atitudes. Ou seja, não existe um “sentimento de amar” e sim “um comportamento de amar”.  Amar é uma ação.

‘Perai’...O amor então não é um sentimento? E por que então, que quando estamos “amando” alguém, passamos o dia pensando na pessoa, ‘bambeamos’ as pernas quando a vemos, sentimos o rosto ficar vermelho e borboletinhas no estômago quando cruzamos nossos olhares? OOoxii!! Que é isto que sinto então, dona psicóloga? Isto não é amor?

Não. Não é amor. Isto ai são apenas reações biológicas naturais do nosso corpo, que diante daquela ‘lindeza’ que tira nosso sono, produz substâncias hormonais, que podemos chamar também de “O Quarteto fantástico da felicidade e prazer”, que são os hormônios ‘serotonina, dopamina, ocitocina e endorfina, que provocam em nós toda esta euforia e sensação maravilhosa que nomeamos de ‘amor’, mas que não é.

Uma coisa é certa, como é bom sentir isso, não é mesmo? Mas geralmente sentimos estas reações quando estamos apaixonados e não quando estamos amando. Há diferenças nos comportamentos das pessoas apaixonadas e das pessoas que amam. Outro dia falo sobre esta diferença.

Mas você pode nomear o comportamento de "amar" da forma que você quiser: sentimento, paixão, frio na barriga, borboletas no estômago, sentimento avassalador e por aí vai. Há alguns que até dizem que o ódio ou a indiferença de uma pessoa para com a outra, é o amor que não deu certo. Será?

Eu prefiro nomear o amor como uma "ação". O amor é um ‘agir que antecede um sentir”: Se você se comporta com a outra pessoa, tendo com ela atitudes de carinho, afeto,  palavras bondosas, atos de gentileza, de cuidados, atos de renúncia, de respeito, de cooperação, confiança, consideração, entre outras coisas boas, você pode estar certo de que será capaz de despertar, manter ou  reavivar o comportamento da outra pessoa em te amar.

Agora, preste atenção: o contrário destas ações positivas pode levar a extinção do comportamento da outra pessoa em te amar. Por isso, tenha cuidado com os seus comportamentos, eles podem reavivar ou destruir de vez o ‘restinho’ do amor que ela ainda tenha por você.

 Amar é se tornar visível diante do ser amado. Você sabe se alguém te ama, não pelo “Eu te amo” e sim pelos comportamentos e atitudes. O amor não sobrevive a teorias, filosofias ou poesias. O amor dispensa descrição e conceitos, pois é capaz de subsistir somente através de gestos e ações.

Pensar no amor como um sentimento, é uma "verdade mais filosófica e poética do que natural”. As músicas, as novelas, os poemas romantizam muito o amor, mas o amor para crescer, amadurecer e permanecer, ele precisa ser cultivado, reforçado e cuidado. E isto, como eu já disse numa outra prosa, dá trabalho pra caramba.

Para finalizar, deixo um conceito do ‘amor prático”, que gosto e considero a melhor de todas as descrições sobre o comportamento de amar:

“O amor é paciente, o amor é bondoso, o amor não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus próprios interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.  O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.”  I Corintios 13, versos 4 a 7.

Adriana de Azevedo Barbosa, Psicóloga (CRP 3276/16), Coach de pais, terapeuta familiar, Palestrante.

Contato: 27 99812 2283 – email: [email protected]

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